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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Introdução

Como prometido aqui estão excertos da Introdução do livro "Os meus 35 anos com Salazar".

 

Excertos da Introdução de Maria da Conceição de Melo Rita:

 

"Levei e mantenho uma existência discreta: fiz os meus estudos até ao ensino secundário, trabalhei como funcionária, casei, constituí família, tive netos. Considero-me, portanto, uma pessoa comum, pertencente à classe média, igual a tantos outros portugueses.

(...) considero que o fundador do regime do Estado Novo foi como um pai adoptivo para mim.

Após anos de reflexão, em que não quis fazer alarde desta antiga relação, entendi que afinal, tinha uma história para contar, e que talvez houvesse pessoas com curiosidade para conhecer esta história.  Este livro destina-se a esses leitores, a todos aqueles que hoje me dia, passadas quase quatro décadas sobre o desaparecimento de um dos homens que durante mais tempo governaram Portugal, ainda mantêm interesse por aprofundar o seu conhecimento sobre a figura de Salazar.

A este respeito, confesso que a minha decisão não foi alheia ao movimento a que se assiste em Portugal , nos últimos tempos, no sentido de se voltar a discutir e a avaliar a personalidade e o papel histórico do antigo presidente do Conselho, que tão profunda marca deixou na mais recente caminhada da nossa velha nação. Verifico (sem surpresa para mim, devo dizer) que essa marca se projecta nos dias de hoje, como se vai projectar muito para lá deles, e que o estilo e a acção de Salazar permanecem como um referencial sempre que se discutem as formas de governação. Negativo para alguns, positivo para outros (estes agora mais seguros nas suas convicções, depois dos anos recentes de <<travessio do deserto>>), a verdade é que ninguém ignorar este referencial, arrumá-lo como mera nota de rodapé da História. Pelo contrário, à parte ideologias, o período salazarista afirma-se cada vez mais como uma fase determinante na evolução deste país, que vai continuar a provocar estudos, reflexões e debates nas vindouras gerações de portugueses.

Aviso desde já que o meu testemunho não vai virar a História do avesso ou convulsionar a percepção de Salazar como líder político já incrustada no senso comum. não sou nem nunca fui política, e jamais me interessei por discutir política com o meu tutor, apesar das oportunidades quase diárias que se me ofereceram para o fazer ao longo de mais de três décadas (que desperdício, dirão alguns, e eu posso até concordar, porém as coisas são o que são; é claro que se soubesse o que sei hoje, teria dado outro rumo aos nossos diálogos, mas que se poderia exigir de uma menina oriunda de uma família rural da Beira Alta e entrada na residência do chefe do Governo aos sete anos de idade, para dela sair aos vinte e oito?).

De sua parte, também nunca senti o desejo de falar comigo de política ou mesmo de me doutrinar partidariamente.

No seu dia-a-dia (...) Salazar transmitiu-me contudo uma visão do mundo e um conceito de ética comportamental, em suma, o seu sistema de valores morais, como sempre acontece entre pessoa que ao longo de certo tempo partilham um espaço íntimo. Pois é essa visão e esse conceito, ou pelo menos o que deles pude apreender, que tenho a intençãode deixar registado neste livro, como mais um (pequeno) contributo para ajudar a conhecer a figura complexa, muito longe do homem unidimensional a que muitos retratos esteriotipados a querem reduzir.(...)"

 

Excertos (muitos) da Introduçaõ de Joaquim Vieira (jornalista):

 

"(...) A História está repleta de líderes políticos cuja vida privada não teve qualquer correspondência com o seu estilo de governação. dirigentes brutais (a começar pelos nazis) foram excelentes chefes de família e grandes apreciadores de música e artes plásticas, enquanto alguns governantes democratas tiveram vidas íntimas falhadas e não foram além de uma cultura de telenovela.(...)

Que nos pode então ensinar sobre Salazar o conhecimento das memórias da sua pupila favorita, que a imprensa da época chegou a projectar para a celebridade, mas que sempre preferiu uma existência recatada? Pelo menos, um conhecimento mais íntimo daquele que merge com um dos (escassos) protagonistas decisivos do século XX português (independentemente do prisma ideológico pelo qual o consideremos).(...) Avisam-se porém os incautos: não é u retrato demolidor, antes pelo contrário. A depoente exibe pelo alvo do seu testemunho uma admiração ilimitada, que resistiu à usura do tempo e às mudanças de regime. Mas fornece abundantes dados de informação que permitem a cada leitor fazer uma leitura particular e chegar às suas próprias conclusões.

(...) recrudesceu em Portugal um sustentado interesse pela figura do chefe do Estado Novo, raduzido em livros, conversas pessoais, debates na blogosfera (...) Um sintoma de que, mais de três décadas escoadas sobre o derrube do regime ditatorial, a sociedade portuguesa ainda não fez o exorcismo do fantasma o seu criador, que paira na recente memória do nosso país. Um marco para futuras gerações virem dizer que. quando consultados em pleno regime democrático, <<os portugueses>> elegeram Salazar como a sua mais importante figura histórica. Para o mal ou para o bem, o acontecimento fica e não rasurável.

(...) Vejam-se as recentes consideraçõe sde Eduardo Lourenço, maître à penser por excelência da esquerda portuguesa, proferidas após ser conhecido o resultado da famigerada votação televisiva: <<Não me venham contar histórias. Eu estive lé e sei que, pelo menos até 1945, uma parte do povo português, se não tinha um entusiasmo delirante, aceitava-o. (...) Lembro-me de o [Miguel] Torga me ter contado uma história que se passou com um ministro [da Educação Nacional] de Salazar, o [Luis Filipe] Leite Pinto, que ia ao Brasil. O Torga tinha estado lá e era muito conhecido no Brasil, de modo que podia servir de cartão de visita, mesmo sendo hostilizado cá dentro. Ora, ese Leite Pinto, antes de partir, foi-se despedir de Salazar e, nessa visita, começou a recitar um poema de Torga. O mais interessante ´que Salazar continuou o poema e acabou de o dizer. O Torga contou-me isto com lágrimas nos olhos. A vida é muito complicada.>> (Entrevista a Luis miguel Queir´s, revista <<Pública>>, Público, 13 de Maio de 2007.)

(...)

Uma das circunstâncias que os críticos de Salazar tendem a esquecer são as razões da emergência do seu regime, uma mistura de autoritarismo com a visão social-cristã transmitida aos católicos como modelo de intervenção política pelas encíclicas do Papa Leão XIII, na transição do XIX para o século XX. Esse regime invocou o álibi da necessidade histórica, e a verdade é que nenhuma oposição soube nas primeiras décadas comtrapor-lhe uma alternativa credível.

A ditadura militar instaurada pelo glpe de Estado de 28 de Maio de 1926 culmina 16 anos de progressiva degradação da I República, cujos responsáveis haviam conduzido a conjuntura político-governativa até um ponto insustentável. Durantes sucessivas gerações posteriores, falar-se-á da atmosfera de revolução diária vivida nas ruas de Lisboa ao longo dessa década e meia, do grau de incerteza da população em relação a tudo, d falta de um projecto para Portugal, que se proclamara radioso em 5 de Outubro de 1910 mas que cedo começara a ser irremediavelmente devorado por uma república jacobina e autofágica.

(...)

É preciso reconhecer que, neste contexto, a ditadura foi recebida com alívio para sectores mais significativos da população portuguesa (e com uma resistência apenas simbólica, embora por vezes aguerrida, or parte de alguns grupos mas polinizados, como sucedeu em Fevereiro de 1927). Somadas todas estas circunstâncias, elas forneceram o caldo de cultura para Salazar abandonar a sua cátedra coembrâ e desembarcar em Lisboa dois anos após o 28 de Maio, começando por assumir a pasta das Finanças em condições absolutamente draconianas, que impôs aos golpistas como se, na verdade, fosse ele desde sempre a definir as regrs do jogo.

É um facto que o neófito governante, logo de início, nõ disfarça ao que vem:<<Que o país estude, represente, reclame, discut, mas que obedeça quando chegar a altura de mandar>>, proclama no seu discurso de posso como ministro. E, ao jornalista que ainda ousa perguntar-lhe por que não <<sujeitar à apreciação geral os seu pontos de vista>>, responde com uma metáfora mais explícita: <<Nunca nenhum médico perguntou a um doente o remédio que ele deseja tomar, mas apenas o que é que lhe dói.>>

O país, que há muito ansiava por autoridade como de pão para a boca, aprecia e agradece. (...)

Finda a II Guerra Mundial, com a derrota das ditaduras euripeias e o retorno das virtudes do liberalismo político à cena políticacontinental, a opinião pública nacional, grata embora a Salazar, aguarda em vão a abertura do regime no plano das liberdades, quiçá mesmo a sua evolução para um sistema democrático. Pera ilusão. É só aqu que os portugueses começam a dar mostras de fadiga perante a personagem. (...)

É curioso, porém, que não será apenas a questõ das liberdades a determinar a extinção do regime. Ter-se-á de se juntar o problema colonial, resultado da obstinação e intransigência de Salazar, que se deixa envolver em África numa guerra sem saída, para o Estado Novo ser por fim derrubado. Mas, nesse momento, o ditador já não está no seu posto para receber a humilhação. Já não pertence sequer ao universo dos vivos. Intocável no seu consulado, Salazar só saiu de Sõ Bento dentro de um caixão. Manteve até ao fim parte significativa da sua aura, a reserva acumulada num passado triunfante, sem que alguma vez tivesse sido verdadeiramente incomodado no lugar pela insatisfação dos portugueses.

É essa também uma razão pela qual será necess´ria, apagado o fogo que marcou a luta política em torno do regime, conhecer melhor a sua figura central, o seu contexto histórico e os motivos para a sua eternização no poder. Abordando uma faceta mais pessoal, o testemunho que dá corpo a este livro procura ser um contributo nesse sentido, um pequeno subsídio para a história.(...)

Apenas uma palavra quanto ao modo de produção e à estrutura do texto. Como a sua base é constituída pelas memórias de maria da Conceição Rita, defendi desde o início que o livro deveria ser assinado por nós dois (...). Em cada capítulo, surge inicialmente parte das memóriasda protegida de Salazar, narradas na primeira pessoa do singular mas por mim redigidas (embora aprovadas, naturalmente, por Maria da Conceição Rita), com base nas conversas que ao longo de três meses fomos tendo, seguindo-se um texto meu de contextualização do respectivo período.

(...)"

 

 

Agora pergunto eu (Luz), o que acham????

Por Luz às 08:10
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5 comentários:
De Dual a 29 de Novembro de 2007 às 11:37
Olá Luz,

Se consideras que esta leitura te vai fazer compreender melhor quem foi Salazar, acho muito bem que o leias. Aliás, se esse indivíduo ainda fosse vivo não teríamos acesso a livros e muito menos poderiamos estar aqui a escrever comentários sobre a sua vida. Por isso, a liberdade de escolha é algo que devemos celebrar.

Boa leitura.
De Luz a 29 de Novembro de 2007 às 15:49
Olá Dual,

Acesso a livros teriamos e tivemos (tiveram), não teriamos era a livros sobre sua vida...

Obrigada
Beijinho
De joseph a 29 de Novembro de 2007 às 20:43
Luz
Boa noite

É assim mesmo.

Vivemos actualmente mal e porcamente, e ainda há pessoas que dizem que SALAZAR foi isto e aquilo.

E depois do 25 de Abril sabem dizer-me onde está a nossa Independência? Que legitimidade tem o Sr. Sócrates para governar, quando faltou ao que prometeu ao povo, e com essas mentiras foi eleito? O povo foi traído e isto, às leis de um país de direito, deveria dar a não nomeação do partido que venceu as eleições para governar, já que venceu as eleições enganando o povo todo. Mas, a verdadeira culpa é de quem o nomeou primeiro-ministro. Em minha opinião o Presidente da República deveria ter nomeado um governo de sua confiança já que houve fraude manifesta nas eleições.

Ainda não recebi o livro, mas já deu para ter uma ideia do que lá está escrito.

Digam-me só uma coisa:

Salvo erro & omissão, antes do 25 de Abril Portugal não era dos maiores produtores e exportadores de mármores, cortiça, azeite, vinhos, madeiras, algodão, açúcar, leite, ouro, diamantes, café, etc etc e tal e o ESCUDO não era uma das moedas mais fortes do mundo?

O 25 de Abril fez uma Ponte numas horas. Stop.

Olha, tomei a liberdade de colocar no meu blog um desafio que acho com uma certa piada e indiquei também o teu nome.
Passa por lá para veres, certo?

Uma beijoca amiga.
De NaRiZiNHo a 30 de Novembro de 2007 às 11:37
Não acho que vivemos mal e porcamente, pelo menos eu não considero isso. Felizmente não me posso queixar da vida que tenho tido, e acima de tudo, tenho algo muito importante, ao qual dou muito valor: liberdade!
Isso a mim basta-me.
O trabalho não me assusta.
Assusta-me, isso sim, a falta de liberdade de expressão, o apontar o dedo, o criticar, o não poder tomar uma decisão porque a sociedade não deixa, isso sim, para mim é muito grave.
:-*
De CÃO AMARELO a 5 de Dezembro de 2007 às 20:36
http://www.caoamarelo.org/



O C Ã O A M A R E L O de qinta a domingo , exposição de kim Prisu na velha
estação da CP
a vos deslumbrar de cores, os Ervas Daninhas no Bar da GNR, curtas no
auditório, Pinhal Novo

Um fim de semana em festa, espírito nativo no sol mói o pai,
faz mau tempo para andar na estrada, ca se fazem ca se vivem, sejam
caramelos amarelos.
enviar a todos os que gostão de cinema, musica, artes

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