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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Filhos. Para quê?

Ontem ao ler um post da Dual fiquei a pensar que muitos têm filhos só porque é isso que certamente se espera deles.

Não se ofendam comigo, mas honestamente não entendo porque certas pessoas têm filhos.

Estou longe de ser um primor de mãe, todas nós temos os nossos defeitos, mas julgo seriamente ser necessário pensar antes de os ter ou pelo menos ter a capacidade de fazer adaptações na nossa vida, quando eles não são programados e decidimos levar a gravidez à vante.

Eu não consigo entender que se deixe um filho das 7h às 19h na escola, nem que se "despache" a criança para casa de A, B ou C, para que possamos continuar a ter a mesma vida que tínhamos antes de os ter-mos.

Sei que este post vai merecer muita contestação, ou simplesmente o vão ignorar por não concordarem ou se enquadrarem no perfil, mas não deixarei de escrever o que penso por isso. Nunca o fiz!

É sabido e julgo que aí estamos de acordo, para ter filhos é necessário ter tempo para eles.

Nenhuma playstation e afins substituem o amor de pais, atenção e orientação. Mas não é sabido por todos.

Não se tem de deixar de trabalhar para os ter, não é isso, mas dever-se-ia ter em atenção o horário praticado. Alguém deve ter um horário normal na casa.

Não me parece desculpa válida que a vida é assim mesmo. Não é bem assim. Acho que mais vale não os ter do que não lhes poder dispensar tempo. Tê-los porque sim e não ter tempo para eles com a desculpa de que se trabalhar mais se tem mais possibilidades económicas é egoísmo e não qualidade de vida!

Os bens materiais não são tudo! E quem acha que são, então julgo que escolher seria o indicado.

Será que estes pais já perguntaram aos filhos quais as suas preferências? Duvido! Certamente ficariam surpreendidos como o novo jogo era facilmente trocado por 2 horas de atenção.

Não temos de nos anular como pessoas, como homens nem como mulheres para conseguirmos dar mais atenção aos nossos filhos.

Já ouvi, mais vezes do que gostaria "eu quase não tenho tempo para estar com ele(a), mas deixo-a com os avós". Mas afinal quem são os pais? Os avós? Cabe aos avós criar os nossos filhos? Eles até podem gostar, mas a referência deles não vão ser os pais. Em adultos vão dizer que os pais são uns mas quem os criou são outros. Ficam felizes com isto?

Os filhos não têm de ser algo que se tem porque é comum, é o ciclo normal, é algo que a sociedade e só a sociedade definiu como ordem natural das coisas. Quantos não sentem a mínima vocação para os ter e têm só porque a sociedade e a família o "exige"? É isso que esperam deles e por isso o fazem. Quantos?

O nosso país, e tantos outros precisam de crianças, mas de crianças felizes, com bases, com atenção, com um jantar em família, com tempo para se brincar com eles, com tempo para se ajudar a fazer os trabalhos, com tempo para nos apercebermos se alguma coisa não está bem, com tempo para os estimularmos nos diversos tipos de aprendizagem, com tempo para a educação, para os valores... Para tudo o que uma criança tem direito!

 

Não interessa o que os outros querem de nós, interessa que se seja capaz de avaliar e decidir sem egoísmo.

 

E os que em vez de um têm muitos, e os mais velhos tratam dos mais novos... E a infância deles? Tem mesmo de ser prejudicada? Têm de deixar de ser crianças para tratar de outras crianças que não foram eles que quiseram?

 

Não entendo estas mentalidade!

Por Luz às 11:41
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45 comentários:
De restelo a 10 de Janeiro de 2008 às 12:09
Cara amiga lá diz o velho ditado : quem tem filhos tem cadilhos....
De Luz a 10 de Janeiro de 2008 às 12:22
Bem-Vindo restelo.

Disso não há a mínima dúvida.
É como "Filhos criados sarilhos dobrados".
De Júlia a 10 de Janeiro de 2008 às 12:11
Olá Luz,

concordo contigo.
Mas é por isso, que o país está cada vez mais envelhecido, porque um casal hoje em dia fica-se pelo único filho, ou por vezes, até por nenhum... quando não há apoios finaceiros (como os há noutros países), para se poder ficar em casa a cuidar dos filhotes é nisto que dá: crianças criadas por qualquer um. Eu também tenho que admitir, que as minhas filhotas foram criadas até há algum tempo pela minha Mãe, mas eu estava constantemente presente: almoçava com elas, levava-as à escola, ao médico..., e sempre me esforcei por debater no emprego um horário digno... mas isso sou eu, que talvez seja uma sortuda... mas nem toda a gente se pode dar ao mesmo luxo que eu, de poder decidir mais ou menos a minha vida.

Há que tentar entender as decisões do povo num país como o nosso.

Até breve.
De Luz a 10 de Janeiro de 2008 às 12:20
Olá!
Bem-Vinda.

Ora aí está, estavas presente!
O problema não é estarem com os avós, por exemplo, é SÓ estarem com outros que não os pais.

Fica bem
De luis teixeira a 10 de Janeiro de 2008 às 12:12
Tanto eu como a minha esposa trabalhamos. Ambos vigilantes, ambos com horários rotativos e trocádos.
É lógico que o filho acaba por passar muito tempo em casa da avó com o tio (o-lado-b-da-vida-blogspot.com).
Mas tentamos sempre que estamos com ele, quer seja no pouco tempo, quer seja nas folgas, dar o máximo de carinho e afecto.
Sabemos que hoje em dia a vida não é fácil, quase todas as familias o casal tem de trabalhar e os horários são péssimos, mas é preciso e necessário dar nesse pouco tempo que estamos com eles, dar um tempo de qualidade, quer em afecto, amor, aprendizagem, educação e felicidade.
De Luz a 10 de Janeiro de 2008 às 12:17
Luis, há quem nem tente! Há quem faça a substituição com bens materiais... Tu sabes que é assim.

Jinho
De NaRiZiNHo a 10 de Janeiro de 2008 às 12:35
Acho que hoje me vou alongar, já deves saber disso :)
Antes demais, eu dou-te razão e desta vez é mesmo a 100%. Sinto-me em condições de falar mesmo ainda não sendo Mãe no verdadeiro sentido, como já sabes.
Eu mudei de profissão já a pensar nos filhos. Já sei que me vão cair em cima mas quero lá saber, é mesmo isso: deixei as TI para passar a exercer a profissão de docente. Andei 5 anos da minha vida a matar as pestanas para me licenciar em algo que gostava e me queria dedicar mas depois conheci a cara metade e apercebi-me de outros valores mais importantes que a realização profissional - a família.
Um de nós teria que ceder, nada foi imposto e como docente sei que terei mais tempo livre para dedicar aos meus filhos do que ambos os pais a trabalharem nas TI e não terem horas para chegar a casa.
Só vou dar um exemplo: um docente tem uma convocatoria com 48h de antecedência, um analista de SI poor vezes tem uma convocatória 1 minuto antes de sair do emprego.
Um docente muda de escola, quanto muito 1x por ano, um analista de SI muda de cidade de 8 e 8 dias se não for menos.
Dinheiro não é tudo na vida, claro que faz falta para sobrevivermos mas temos que ponderar bem até que ponto queremos assim tanto.

Tenho vários exemplos na escola. Estando eu numa sala de informatica, são muitos os miúdos que depois das 17h vão para lá porque não têm mais aulas e têm de passar o tempo à espera que os pais os vão buscar á escola às 18:30.

Outro exemplo, e desta vez na família: o meu irmão. Infelizmente ele não disponibiliza o tempo que deveria ao seu filho. Nota-se os efeitos que isso tem...

Por fim, cá em casa já se prepara a nossa vida para receber o benjamim da família. Queremos gozar bem esta fase, temos noção de que as coisas não vão ser fáceis mas iremos fazer um grande esforço nesse sentido. Muitos hábitos estão a ser mudados, para que depois não nos arrependamos de não termos usufruido dos primeiros anos de vida do aRTiSTa.

Este filho é muito desejado, já algum tempo, como casal fizemos alguns sacrificos no início da nossa vida a dois, foi uma dediação a 100% à nossa formação, ao melhoramento da nossa carreira, para mais tarde termos mais tempo para dedicar aos nosso filhos.
:-*
De Luz a 10 de Janeiro de 2008 às 13:45
É isso!

Já sabes?

Jinho
De NaRiZiNHo a 10 de Janeiro de 2008 às 14:02
:))) ainda não.
Temos encontro ecografo logo às 19h ;), vamos lá ver se ele mostra as vergonhas ;)
:-*
De Luz a 10 de Janeiro de 2008 às 14:11
Boa sorte!
Estou para aqui em pulgas
De silentvoices a 10 de Janeiro de 2008 às 23:16
Ora aí está! Mas como vocês, quantos casais ponderam dessa forma, criam efectivamente e préviamente as condições para criar um filho? Serão muito poucos. Sei que nos dias que correm, provávelmente seremos muitos mais, que no tempo dos nossos pais, mas a vida é outra, as exigencias a nivel de educação são bem mais acrescidas agora! O futuro é mais risonho, para quem prepara o passado e o presente!
Continua assim, e espero que esse desejado filho seja para ti mais que realizar um sonho, seja VIVER esse sonho! Parabéns!
De Luz a 11 de Janeiro de 2008 às 09:04
Obrigada silentvoices.
Fico muito orgulhosa quando leio este tipo de comentários.
De Virginia a 10 de Janeiro de 2008 às 12:44
Concordo plenamente consigo. Eu não tenho filhos: por opção. Talvez um dia. Acho impressionante a quantidade de horas que eles passam sozinhos e frente a um televisor. Tenho experiências de tentar interagir com crianças cuja atenção não se consegua focar a não ser numa TV. A qualidade é pouca. Muito pouca. Eu que tive uma mãe com quem brinquei literalmente custa-me verificar que os meus sobrinhos só saberão o que é recortar revistas, ver o atlas, fazer bolinhos de terra, bonecas de papel, marionetas se o fizerem na escola. Oiço muitas mães dizerem que "é uma seca" em relação aos trabalhos que muitos levam para casa para fazer e necessitam de apoio e companhia para a realização dos mesmos. Vejo muitas mães babadas pelos pequenos filhotes mas que os tem ao lado no chão a brincar (sozinhos!)quando se sentam no sofá após o jantar e vem a novela. A meu ver, muitas mulheres sentiram um dia que se tinham de realizar como mães, um terrível egoísmo, tão grande como o de não querer ter filhos para não ter a responsabilidade dos mesmos pois em função de desejos concebemos pessoas que são criadas muitas vezes sem a paciência, a presença, a qualidade, o amor e o afecto necessários. Não basta preencher-lhes a vida com actividades várias enquanto os pais trabalham. Qualidade de vida não é somente ir à piscina, ao ballet, passear com os colegas da creche, etc. É poder estar, mesmo nada fazendo, com quem precisamos e gostamos de estar.
De Luz a 10 de Janeiro de 2008 às 13:49
Bem-Vinda Virginia.

É nisso que acredito!
De sonjita a 10 de Janeiro de 2008 às 14:16
Bem, já toda gente que aqui comentou se alongou, porque afinal é mesmo um assunto de interesse, por isso vou eu tentar não me alongar muito.... É verdade e pena que cada vez menos os pais tenham tempos para os filhos... quando passam pouco tempo com eles tentam comprá-los com prendas levando a que os miúdos se tornem interesseiros, egoístas e que, cada vez mais, aprendam a brincar sozinhos.... o sentimento de partilha já não é válido nos dias de hoje. Lembro-me que qdo era miúda poucos brinquedos tinha, éramos muitos em casa, mas quando recebia um corria logo para brincar com ele com as minhas amigas... hoje os miúdos fecham-se a brincar no quarto, e é isso que é esperado deles, porque os pais vêm cansados demais para terem paciência para os "aturar". Não sou mãe mas um dia quero sê-lo e quando chegar a hora tenho bem noção que vou ter que abdicar de muita coisa.... mas tenho a certeza que tudo o que se ganha compensa o que se perde.
beijo
De Luz a 10 de Janeiro de 2008 às 14:28
Compensa sim! Se compensa! Eles são o melhor que podemos ter. Não me custou nada, nem custa abdicar. Eu fico feliz por abdicar, não me entristece nada, porque ele é superior a tudo isso, é melhor que tudo o que abdiquei.
De Dual a 10 de Janeiro de 2008 às 14:56
Não podia estar mais de acordo!

Sei que há pessoas cuja vida se altera em dado momento obrigando-as a trabalhar mais tempo, ou a ter mais de um emprego e que por este motivo são forçadas a estar demasiado tempo longe dos filhos. Esses são casos especiais e que, com toda a certeza, implicam alguma dose de sofrimento para quem os vive.

O que me revolta é ver pessoas que exibem os rebentos como troféus quando lhes convém e se estão "borrifando" para eles a maior parte do tempo. Ou aquelas pessoas que, nos dia de hoje, ainda acham que usar meios contraceptivos é um pecado mortal e depois matam as crianças à pancada.

Enfim...

De vfo a 10 de Janeiro de 2008 às 15:49
De vbvcb a 10 de Janeiro de 2008 às 15:51
es uma porka
De Luz a 10 de Janeiro de 2008 às 15:57
Olha que bom!
Tens consciência da inteligência desse animal e suas capacidades cognitivas?
Ou a escolha do animal em questão foi pura burrice?
É que se querias ofender escolheste o animal errado...
De silentvoices a 10 de Janeiro de 2008 às 20:01
Àcho que essa história de ter filhos por que é o "ciclo normal da vida", está cada vez mais anormal!! não porque as pessoas não queiram ter filhos, mas porque pensam exactamente como tu! Há hoje cada vez mais "desculpas" para não os ter... é triste, porque conheço pessoas que adoram crianças, por eles teriam 10 filhos, mas nem um tentam... Para além de cada vez haver menos "quality time" para passar com eles, a vida está realmente muito cara! Dá uma vista de olhos no post que coloquei aqui à uns tempos no Silentvoices: http://silentvoices.blogs.sapo.pt/tag/presidente
Gostei muito do teu blog, a voltar de certeza!!

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