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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Abortar não mas matar sim!

A reportagem "Perdidos e Achados" que dá todos os Sábados na SIC, recordou ontem a grávida de 6 gémeos residente no Funchal, que tive os bebés em Lisboa, na Maternidade Alfredo da Costa.

 

Por ser previsível que devido a diversos factores os 6 bebés seriam pouco viáveis, ou seja, muito dificilmente sobreviviam, foi proposto a esta grávida que se fizesse a chamada interrupção selectiva que consiste em abortar apenas alguns, para que sobrevivessem os restantes. Segundo a análise médica, neste caso 3 seriam viáveis, o máximo 4, o que contas feitas estaríamos a falar de uma interrupção de 2 ou 3.

 

A mãe recusou, pelo que ela disse por ser contra o aborto.

 

Os bebés nasceram com certa de meio kg cada um, 3 morreram no dia seguinte, 2 mais tarde e o último, o que tinha mais peso morreu 12 dias depois.

 

Moral da história, esta mãe por ser contra o aborto, por achar que ia matar 2 ou 3 filhos, acabou por matar 6!

 

Já me tentaram dar lições de moral por eu ser a favor do aborto, dizem que estou a matar o meu próprio filho. E não foi o que esta mãe fez? Desde o início os médicos lhe disseram que as probabilidades apontavam para nenhum sobreviver, mesmo assim recusou a interrupção selectiva.

 

O que me custou mais foi no fim da reportagem ouvi-la dizer que faria tudo igual...

 

Eu sou uma assassina porque defendo a IVG , e esta mãe é o quê?

Por Luz às 18:06
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39 comentários:
De jocasipe a 17 de Fevereiro de 2008 às 19:28
Não vi a reportagem (nada tenho visto nos últimos dias) mas é um caso de difícil apreciação, pelo menos para mim. Claro que defendo que deveria ter decidido pela solução mais racional, salvar 2/3 em detrimento dos outros, mas que sentimento perseguiria aquela mãe para a vida? Sou contra o aborto por muitas razões, embora entenda e compreenda os argumentos da outra parte, e achou nos dias de hoje inconcebível. Não existe a pílula do dia seguinte? A contracepção? Então? Porque esperam as mulheres até faltar o período ? Desleixo? não encontro outra explicação.
Acho que a mulher que um dia aborta, carregará um eterno peso na consciência, caso a tenha... claro.
De Luz a 17 de Fevereiro de 2008 às 19:40
Posso responder-te da seguinte maneira:

Eu fiquei grávida do meu filho com D.I.U. (dispositivo intra uterino). Não o programamos de todo, engravidei com D.I.U. tal como há mulheres que engravidam com pílula, etc. Não há como saber! Só se sabe quando se tem a primeira falta. Até te digo mais, muitas vezes quando as mulheres descobrem que estão grávidas (com DIU) não têm outra solução senão abortar, porque muitas vezes para se tirar o DIU não se consegue fazer sem abortar e no útero não pode ficar.
Eu decidi ter o meu filho, mas não foi desleixo, mesmo que desconfiasse não poderia tomar pílula do dia seguinte porque com DIU não se pode tomar pílula seja ela qual for... Portanto, mesmo para os dias de hoje é concebível! Mesmo com cuidado acontece.
Agora quanto à tua última frase... Se fosse para pôr uma criança no mundo para a qual nem iria ter dinheiro para a comida, não tenhas a mínima dúvida que no dia que decidi ter o meu filho não o teria feito e teria abortado porque pior do que roer a consciência por ter feito um aborto é roer por não ter feito e não ter qualquer condição digna de o criar!

Beijo
De jocasipe a 17 de Fevereiro de 2008 às 21:55
Sem querer ferir susceptibilidades, ou opiniões contrárias, que aceito, tento explicar melhor o meu ponto de vista:
Considero que abortar não é a solução em 98% (nºs que imagino) dos casos.
Sendo factual: O DIU garante uma eficácia de 70% (fonte wikipedia ), o que nada garante em ternos de (não) fertilização, pelo que o expectável é uma gravidez em 30% dos casos. Nada raro, portanto.
O preservativo, segundo a mesma fonte, com 98% é mais fiável, embora falível - tenho uma prova com 16 anos!
Mesmo numa situação muito complicada, casei e recusei pactuar com o "assassinato" sumário daquele a quem hoje chamo filho. Mesmo sendo uma gravidez de ALTO risco! Mesmo tendo ele nascido precoce , e com 10% de hipóteses de sobreviver! Mesmo tendo a medicina de salva-lo com diversas cirurgias.... e muitas outras estórias ", que para o caso não interessam.

Ainda sobre um outro aspecto da tua resposta ao meu comentário: "Se fosse para pôr uma criança no mundo para a qual nem iria ter dinheiro para a comida, ... teria abortado porque pior do que roer a consciência por ter feito um aborto é roer por não ter feito e não ter qualquer condição digna de o criar!" considero-o adequado, embora eu tenha outra visão e aí talvez concordemos na substância: A solução poderá estar na plataforma de adopção! Na situação que descreves preferias abortar, ou atempadamente entregar a criança a um casal, que por qualquer infelicidade não conseguisse ter filhos biológicos?
Ok. Vamos bater no caso Esmeralda! Foi o que aconteceu. Ela não tinha condições, mas não queria abortar. O que era melhor para o filho? Outra família , naturalmente. O Erro da mãe (biológica) da Esmeralda foi desconhecer as leis e a forma de agir. Actuou apenas pelo coração, talvez por desconhecer a lei...
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Sem querer ferir susceptibilidades, ou opiniões contrárias, que aceito, tento explicar melhor o meu ponto de vista: <BR>Considero que abortar não é a solução em 98% (nºs que imagino) dos casos. <BR>Sendo factual: O DIU garante uma eficácia de 70% (fonte wikipedia ), o que nada garante em ternos de (não) fertilização, pelo que o expectável é uma gravidez em 30% dos casos. Nada raro, portanto. <BR>O preservativo, segundo a mesma fonte, com 98% é mais fiável, embora falível - tenho uma prova com 16 anos! <BR>Mesmo numa situação muito complicada, casei e recusei pactuar com o "assassinato" sumário daquele a quem hoje chamo filho. Mesmo sendo uma gravidez de ALTO risco! Mesmo tendo ele nascido precoce , e com 10% de hipóteses de sobreviver! Mesmo tendo a medicina de salva-lo com diversas cirurgias.... e muitas outras estórias ", que para o caso não interessam. <BR><BR>Ainda sobre um outro aspecto da tua resposta ao meu comentário: "Se fosse para pôr uma criança no mundo para a qual nem iria ter dinheiro para a comida, ... teria abortado porque pior do que roer a consciência por ter feito um aborto é roer por não ter feito e não ter qualquer condição digna de o criar!" considero-o adequado, embora eu tenha outra visão e aí talvez concordemos na substância: A solução poderá estar na plataforma de adopção! Na situação que descreves preferias abortar, ou atempadamente entregar a criança a um casal, que por qualquer infelicidade não conseguisse ter filhos biológicos? <BR>Ok. Vamos bater no caso Esmeralda! Foi o que aconteceu. Ela não tinha condições, mas não queria abortar. O que era melhor para o filho? Outra família , naturalmente. O Erro da mãe (biológica) da Esmeralda foi desconhecer as leis e a forma de agir. Actuou apenas pelo coração, talvez por desconhecer a lei... <BR class=incorrect name="incorrect" <a>MAs</A> , não tenho dúvidas que a pessoa que aborta fica com problemas de consciência. Talvez lhe seja mais fácil saber que o filho não está no mundo, do que não saber dele e pensar onde, com quem está... <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Ipocrisia</A> , chamo-lhe eu... <BR><BR>Perdoa qualquer coisinha... <BR>
Abraço.
De jocasipe a 17 de Fevereiro de 2008 às 22:41
Perdão, mas o comentário anterior saiu com deficiências várias que não percebi a origem. Espero que compreendam o teor do mesmo.
Se for pelo humor negro poderia dizer era um comentário abortável " face à inegável deficiência ...
De Luz a 18 de Fevereiro de 2008 às 08:13
Então para ti é preferível deixar as crianças entregues a instituições, onde nunca saberemos se serão efectivamente adoptadas (isto para fazermos tudo legalmente), onde poderão nunca ter uma família, afecto, uma vida digna, em vez de se abortar?

Houve uma coisa que me chocou no teu comentário... Gravidez de alto risco... É preferível deixar a mãe morrer do que abortar?

Sabes Jocasipe não são pessoas como tu que me choca serem contra a IVG ou ISG, são pessoas que não têm a mínima condição de os criar!

Beijo
De jocasipe a 20 de Fevereiro de 2008 às 10:30
Já te tinha respondido, mas no entretanto o Internet Explorer crachou e perdi tudo... enfim aqui vai de novo:
Não tinha dito que era preferível deixar as crianças entregues a Instituições. O Problema das instituições e da dificuldade de adopção é que lá existem apenas crianças com problemas, pois foram retirados aos pais por diversos motivos - maus tratos, violação, incúria , etc. Sei bem o que falo pois tenho uma criança adoptada em casa.
A solução que gostaria de ver implantada em vez do aborto puro e duro, era a possibilidade da mulher grávida, e que não tem condições socioeconómicas para ter a criança, pudesse durante a gravidez contactar as instituições, que rapidamente (não tenho dúvidas) encontraria uma família que o quisesse adoptar a criança, poupava-se uma morte, e complementava-se uma família estéril. Eram precisos apoios para a grávida, pois! Os valores que se gastam num aborto eram mais que suficientes...
Esta é a minha opinião .

Outra questão: Gravidez de alto risco têm todas as mulheres que são diabéticas.... entre outras. Não consideras que essas mulheres têm todo o direito a ter filhos?
De Luz a 20 de Fevereiro de 2008 às 11:15
Ok, como acontece nos Estados Unidos. A mulher grávida pode escolher a quem quer dar o seu filho e faz-se a adopção logo à nascença. Portugal acha-se evoluído, mas por estas e por outras vê-se que não é.

Claro que têm direito! A minha questão não foi essa, a minha questão foi se és ou não contra que a mulher aborte se correr risco eminente de vida. Eu tive uma gravidez de alto risco porque entrei em pré-eclâmpsia. No meu caso foi feito um parto prematuro, mas em alguns casos há a morte fetal para que não haja a morte da mãe. No meu caso foi: ou o parto prematuro ou eu! Obviamente optou-se pelo parto prematuro, mas em certos casos isso não é possível, para se salvar a mãe morre o bebé ou o oposto.
Neste caso sobrevivemos os dois porque eu já estava com 7 meses de gestação e porque se fez um parto prematuro, se não fosse feito eu teria morrido.
De jocasipe a 20 de Fevereiro de 2008 às 11:49
Pois, queremos ser muito evoluídos , mas ficamos sempre pelo meio termo...
Naturalmente que sou a favor do aborto em várias situações, a saber - se a mãe ou filho corre ou correrá perigo de vida, se o feto tiver malformações, em caso de violação, e noutras complicações/anomalias que existam.
Meu filho também nasceu de 7 meses. Na madrugada de 7FEV92 rebentaram as águas, e seguimos para o hospital, onde nasceu, seguindo directamente para o Santa Maria, onde foi operado 7 dias depois aos intestinos . Seguiram-se mais algumas cirurgias. Doeu-me quando uma médica (nunca mais me esquecerei do seu nome) me disse: "A medicina já fez tudo o que era possível. As hipóteses são poucas, se for crente, reze."
A mãe nunca esteve em perigo...
Abraço.
De Zizas a 17 de Fevereiro de 2008 às 19:31
Luz,
Acho que esta é uma situação delicada demais para se ter assim um ponto de vista tão acutilante, embora seja defensor acérrimo da IVG, não consigo ter essa opinião desta mãe, são pessoas de baixa condição social e (sem ter a certeza), não muito iletradas, e muito católicos, “Pus a vida dos meus filhos na mão de Deus”, além que já houve casos destes em que tiveram um final feliz, não sei se com tantos riscos, mas certamente o pensamento daqueles pais seria "enquanto a vida a esperança" sei que certamente se tivesse optado o contrário poderia ter um fim diferente, mas não o afirmo com certeza, teriam sobrevivido, é um caso de muitos pontos de interrogação...
De sonjita a 17 de Fevereiro de 2008 às 19:39
Bem, é realmente uma situação delicada... concordo contigo, por muito difícil que fosse a escolha seria melhor pelo menos ter 3 do que nenhum. Assim tem somente uma parede de fotografias e vive com o medo de repetição do episódio. Ainda há muita gente que espera milagres e segundo eles, deixam nas mãos de Deus... bem, vai da consciência de cada um mas se tivesse optado pela interrupção selectiva pelo menos tinha o consolo dos que ficassem.
BJoka
De Luz a 17 de Fevereiro de 2008 às 19:58
Bento e Sonjita,

Sei que nestas coisas sou um bocado fria, aliás cá em casa somos ambos, o meu marido também, acho que ele é mais pelo nível de miséria diária que vê no hospital, mães com 22, 23 anos no 5º filho, crianças que sabe Deus a vida que têm... etc. Mas não é só, é o valor que damos à qualidade de vida, não à nossa mas sim à do nosso filho. A qualidade de vida dele é o centro da nossa prioridade, talvez por isso sejamos tão peremptórios de que não queremos mais filhos, se hoje engravidasse abortava sem qualquer sombra de dúvida. O conceito de que onde come um comem dois não nos entra na cabeça, pelo simples facto de que realmente de certa forma conseguiríamos dar de comer a mais um mas e a qualidade? Seria a mesma? Poderíamos continuar a comprar bifinhos da vazia e lombo (o nosso filho gosta muito, se lhe deres alcatra ele pode gostar mas nota que não igual), vamos passar dar-lhes febras e arroz em tudo o que é refeição?
Não! Não quero isso para o meu filho! A vida está cara, não é novidade e não queremos que ele deixe de ter certos "luxos" como a banheira cheias todos os dias para brincar no banho.

Ser assim realista faz-se ser fria nestes assuntos. Se calhar demais... Mas acho que esta "frieza" aparente tem o seu lado bom.

Jinhos aos dois.
De Anónimo a 17 de Fevereiro de 2008 às 22:24
Eu não penso que estejas a ser fria. Acho que sim, que a mãe deveria ter feito o que os médicos lhe aconselharam, abortando os 2 ou 3 filhos. É, na minha opinião, um acto de egoísmo querer trazer um filho ao mundo (neste caso 6), sem ter condições para o criar (ou colocá-los em perigo de vida), só porque a religião diz-lhe que isso é errado. Parece que as pessoas não pensam pelas próprias cabeças, o que eu acho bastante triste.
Talvez esteja também a ser frio, mas penso que é preferível uma criança não nascer, do que nascer e vir a sofrer, quer por motivos de saúde (devido a partos arriscados, com inúmeros fetos) quer por motivos económicos. E não se trata só de dar de comer. Trata-se de dar uma educação (escola, universidade, ...), cuidados de saúde (hospitais, urgências, etc), roupa, comida, uma qualidade de vida razoável.
É apenas a minha opinião.

Um beijo e boa segunda feira de trabalho ;)
De Dark Night Walker a 17 de Fevereiro de 2008 às 22:26
Bolas, esqueci-me outra vez de assinar o comentário! ^^
É o que dá não ir para a caminha às horas a que se devia...
De Luz a 18 de Fevereiro de 2008 às 08:16
Dark, é mauzinho o que vou dizer, mas é efectivamente o que penso, acho que há pessoas que pensam que ter um filho é o mesmo que ter o canário, dá-se água, alpista e já está!

Jinhos grandes
De Zizas a 17 de Fevereiro de 2008 às 23:22
E nesse ponto concordo contigo, eu não me atreveria a por um filho, mas esta minha opinião já tu sabes, mas acho que aquele é uma situação diferente, condenável é certo e nisso tens razão, mas temos que ter em atenção muitos factores, pessoas humildes, muito religiosas, e de meios rurais, espero que me entendes onde quero chegar, hoje já não dou uma para a caixa....
De Luz a 18 de Fevereiro de 2008 às 08:18
Percebo perfeitamente o que queres dizer até porque já conheço bem o teu ponto de vista.
É como disse a Marisa "é urgente mudar mentalidades".

Beijinho
De luis teixeira a 17 de Fevereiro de 2008 às 21:59
Desculpa, mas desta vez não posso concordar contigo amiga.
Esta mãe fez e faria tudo de novo por amor aos filhos que acreditava poderia ter.
Ela escolheu fazer os possiveis para ter os filhos do que assassinar algum.
Sim, também eu sou contra o aborto, mas continuo a dizer que há casos e casos.
Acho que o aborto é um daqueles assuntos que não pode ser explicado em uma frase, muito menos votado em uma única frase.
Nesta situação como em tantas outras, apenas pergunto:
E Deus? Se realmente existe, onde estava?Estaria a dormir?
E mais não digo!
bjs
De Luz a 18 de Fevereiro de 2008 às 08:28
Luis,

Se eu fosse doida sentava-me no sofá e dizia assim "eu sou muito crente e acredito que Deus Nosso Senhor me vai ajudar portanto não vou mexer uma palha. O dinheiro, a comida, os medicamentos vão cair do céu, as contas vão aparecer pagas e o ordenado na conta... Mesmo sem eu fazer um caraças. Ninguém cá em casa trabalha porque somos todos muito crentes. E com sorte o miúdo nem precisa de ir à escoa porque Nosso Senhor põe-lhe a matéria na cabeça..."

Estás a ver onde quero chegar com a ironia?

Eu sou crente, sou de facto, mas milagres não espero.
É a mesma coisa que na véspera de um teste se rezar muito à Nossa Senhora... Não estudes não que ela vai lá fazer o teste!

Deus poderia ter ajudado com 4, mas com 6 não conseguiu...
O que te quero dizer é que não podemos estar à espera calmos e serenos que Deus faça tudo por nós. Ele ajuda mas nós temos de querer ser os primeiros a ajudar-nos a nós mesmos. E normalmente quanto mais nos ajudamos mais ele nos ajuda, mas aí já estamos a entrar noutros assuntos...

Beijo e desculpa eu ter os pés tão assentes na terra.
De marisa a 17 de Fevereiro de 2008 às 22:11
Eu também sou a favor do aborto e, acima de tudo, da escolha que as pessoas podem fazer. Achava ridiculo o aborto não estar despenalizado porque haviam pessoas que eram contra, mas que achavam muito bem que as mulheres (assassinas) fossem abortar a uma clinica clandestina sem condições!

O caso de que falas é triste. Se a senhora tivesse os horizontes um bocadinho mais alargados teria visto que poderia salvar alguns dos filhos. Assim acabou por perder os 6!
Tal como disse num post meu (sobre um assunto diferente) é urgente mudar mentalidades.
De Luz a 18 de Fevereiro de 2008 às 08:31
É de facto urgente, pena que nem todos percebam isso.
Acreditas que me doí o coração quando me recordo destas palavras do marido dela "não sei como vou fazer para criar os 6, depois de nascerem logo se vê..."

Como é possível só se pensar depois?
Nem parece que estão a falar de criança...

Beijo
De cigana a 17 de Fevereiro de 2008 às 22:31
Eu respeito a opção de cada um. Mas pessoalmente, se depende de nós, não percebo como é que alguém pode dizer sem hesitar que voltaria a fazer o mesmo...
De Luz a 18 de Fevereiro de 2008 às 08:32
Pois, como é possível?
De linda.ass@gmail.com a 18 de Fevereiro de 2008 às 00:27
Olá Luz!
Isto de dar opinião é, por vezes, de uma leviandade terrivel! Este é um caso invulgar e pronto; nada a dizer, já que à primeira vista, o que nos ocorre é condenar a senhora. Não é justo. Para julgarmos alguém, primeiro temos de tentar compreender. Quando compreendemos, perdemos o direito de julgar...
Entendo os argumentos de alguns (só de alguns) defensores da IVG, mas sou contra qualquer forma de atentado à vida e por isso, contra o aborto. É um tema muito complexo!... Mas hoje ao este teu post, principalmente um dos teus com. pensava: Eu nunca vi uma mãe arrependida por ter deixado nascer um filho que não foi planeada, que aconteceu na pior altura, etc, mesmo em casos de criamças difíceis... Mas já vi bastantes mães muito, mesmo muito pesarosas de terem abortado...
Fica bem,
Beijinho
De Luz a 18 de Fevereiro de 2008 às 08:48
Não vou discutir contigo se é ou não justo condenar a Sra. por muito que ache burrice pura e simples quando ela sabia desde o início que a probabilidade de sobrevivência a abaixo de ínfima.

Mas em relação a isto "Eu nunca vi uma mãe arrependida por ter deixado nascer um filho que não foi planeada, que aconteceu na pior altura, etc, mesmo em casos de crianças difíceis... " gostava de de te dizer que eu já vi, já vi várias!
Nos hospitais com receitas para aviar, as crianças doentes e os pais sem dinheiro para comprarem um medicamento, muitas crianças acabam por ficar internadas porque o médico vê nisso a única forma de ser feito um tratamento em condições. Recursos a assistentes sociais por falta de meios de subsistência, de uma vida com dignidade, por incapacidade financeira de se prestar cuidados.
Estas mães e pais mostram-se muitas vezes arrependidos, não por não gostarem do filho, mas porque por momentos conseguem pôr de lado o egoísmo e verificar que de facto pode ter sido uma excelente escolha para eles mas péssima para a criança.

E depois há outro tipo de mães, as que assumem que não fizeram porque não tinham dinheiro para fazer (isto antes da despenalização da IVG).

Podes não conhecer os casos mas eles existem!

Quanto a isto "Mas já vi bastantes mães muito, mesmo muito pesarosas de terem abortado..." quando não se aborta levianamente, por muito que doa (pois nenhuma mulher vai fazer um aborto só porque naquele dia não tinha mais nada para fazer), consegue-se superar pois primeiro está o melhor para a criança e depois estamos nós!

Beijo
De Ângela Raquel a 18 de Fevereiro de 2008 às 08:48
Bom dia Luz. Realmente isto é uma situação um pouco complicada de decidir para uma mãe, mas se fosse eu, acho que depois de pensar um bocadinho optaria por fazer o aborto dos 3 e salvar outros 3 que teriam tido possibilidade de sobreviver. No fim disto tudo ela não matou 3 mas sim 6.
Eu acho que a mulher tem o direito de decidir e não só, passar a poder fazer um aborto em locais em condições e antes de o fazer tem sempre alguém profissional que a ajuda a decidir realmente se é aquilo quer mesmo fazer ou não. Não só por falta de contracepção se engravida, acontecem às vezes mesmo a tomarmos a pilula, eu conhço casos assim bem perto de mim e se por acaso a pessoa não tivesse condições para cuidar de um bebé, era mais um para sofrer? Não vale a pena. Crianças a sofrer já existem muitas sem terem culpa nenhuma.
Beijocas grandes.
De Santo & Pecador a 18 de Fevereiro de 2008 às 12:09
Vou apenas lançar um questão ao "debate" e o pai será que não teria nada a dizer?

beijo
De Luz a 18 de Fevereiro de 2008 às 12:27
Ao ver a reportagem supõe-se que a escolha foi de ambos.

Reportagem à parte, acho que se existe um casal todos os assuntos devem ser debatidos em casal, mas digo-te com toda a franqueza que não tenho filhos para fazer a vontade a outros. A vontade de não ter mais filhos é de ambos (do meu marido e minha), mas jamais teria um filho só porque ele queria, interrompia à mesma. Ele próprio acha que por muito que se debata o assunto a decisão final será sempre da mulher, a barriga é nossa! Posso dizer-te que 99% dos meus amigos pensam da mesma forma.

Tenho a sorte do meu marido ter ideias muito parecidas às minhas. Tivemos sorte ou soubemos escolher...

Beijo

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