Já é conhecida a minha posição em relação ao caso Esmeralda. A mesma já foi alvo de apoio bem como de imensas críticas, muitas até ofensivas. Ainda assim a minha posição é a mesma, mas talvez mais consistente.
Já ouvi a opinião de muitos acerca deste caso, já ouvi dizerem que é prejudicial à criança ser separada dos pais afectivos, já ouvi Pedopsiquiatras dizerem o mesmo, já li relatórios da Pedopsiquiatria dos Hospitais da Universidade de Coimbra dizerem o mesmo, já ouvi explicações destes técnicos "as crianças memorizam quem são os pais a partir dos 3 meses de vida" precisamente a altura em que ela foi para os pais afectivos "o que antecede os 3 meses é esquecido".
Ora como eu sou burra continuo sem entender este caso. O que entendo é que há muitas preocupações da parte de quem julga este caso, com a excepção do bem estar psicológico desta criança.
Sou burra porque não entendo como é que um pai biológico que durante os 3 meses de vida desta criança não se preocupou com ADN´s , recusando a ideia da filha ser sua, o passa a fazer quando a mesma é entregue a outro casal. Não entendo como um pai que efectivamente goste da sua filha (e atenção que este nunca lidou com ela, portanto os laços não podem ser os mesmos) esteja preocupado em retirá-la de quem ela tem afectos efectivos. Gostar é isto? Ou será que estamos perante o mesmo "gostar egoísta" de que falou o Juiz no caso da raptora da menina de Penafiel?
O que eu menos entendo no meio disto tudo, e aqui sou mesmo mesmo muito burra, é como no caso deste pai biológico a guarda é quase imediatamente entregue sem haver quaisquer laços de afecto, mas neste país existem imensos pais biológicos e restante família que criaram laços de afecto desde a nascença e esperam anos muitas vezes sem nunca conseguir pela guarda dos filhos, filhos que os reconhecem como pais, filhos que os amam e desejam, e por infelicidades da vida estão sabe Deus com quem e como...
Mas claro, sou eu que sou muito burra!
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