Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007
Por vezes detesto-me por não conseguir gerir a minha revolta, por não ser capaz de a controlar. Não consigo que as situações me passem ao lado como se nada fosse. As frases feitas "a vida é assim... tem de ser" para mim não existem. A vida é o que fazemos dela e o que mais me afecta não é o que eu faço da minha vida, mas o que fazem da minha vida, isto porque quando não vivemos sozinhos a vida de quem nos rodeia afecta-nos directa ou indirectamente. E é aqui que entra a minha revolta.
Não me digam que a aceitação é um acto de amor, pois se o é então terá de funcionar para os dois lados. Ora aqui gera-se um incongruência, é impossível, quando as vontades são diferentes, até oposta, há sempre uma que fica para trás... ignorada.
Será que chegou a altura de escolher?
De
Dual a 31 de Outubro de 2007 às 10:35
Ora aqui está um tema delicado e de solução difícil!
Concordo com a ideia de que somos nós que fazemos a nossa vida e tudo seria mais simples se vivessemos numas "bolhas" imunes às vontades e interferências alheias
Na minha modesta opinião, a aceitação funciona sim para os dois lados e cabe ao bom senso gerir da melhor forma o sentido do fluxo... complicado? 
De
Renato a 31 de Outubro de 2007 às 18:04
Como te entendo!
Mas em caso de dúvida, é a minha vontade que conta, talvez devido ao meu egoísmo exacerbado! Assim, quando chega a hora de escolher, escolho-me a mim, correndo o risco de ofender a vontade do outro, mas com a certeza de que vou ficar em paz comigo.
De
Luz a 31 de Outubro de 2007 às 18:47
Pois Renato, eu respeito a tua escolha... mas sabes que se eu quisesse a minha vontade, só a minha vontade e nada mais que a minha vontade não me teria casado e muito menos teria tido um filho... não é compatível.
De
Renato a 31 de Outubro de 2007 às 20:13
Isso mesmo, e é por isso que a minha vida passa pela escolha da solidão. Não pretendo ter filhos e quanto a partilhar a minha vida com alguém, logo se verá. Para já, escolhi depender só de mim e viver só para mim. São escolhas, todas elas legítimas. Só temos de aprender a viver com elas ou então, porque não, ir escolhendo ao longo da vida.
De
Luz a 31 de Outubro de 2007 às 20:23
Acho que fazes bem. Ainda há por aí muita gente (não foi de todo o meu caso) que se casa e tem filhos porque é considerada a ordem natural, nesta sociedade de mentalidade limitada. Se todos seguissem o caminho que os faz feliz em vez de fazerem o que a sociedade acha que deve ser feito eram mais felizes... no meu ver.
De Tito a 31 de Outubro de 2007 às 18:43
Olá Luz
Em primeiro lugar desculpa só agora dar sinal de vida. Meu tempo nem sempre me permite fazer aquilo que gosto.
Fico feliz pelos desenvolvimentos em relação à situação do teu filho...e aguardo também que para ti própria a vida prepare alterações positivas e motivadoras.
Quanto a este teu texto: Depende do que estiveres a falar??
Bjs
tito
De
Luz a 31 de Outubro de 2007 às 18:51
Olá Tito!
Que bom ter-te por aqui!!!!
O assunto já conheces... melhor que ninguém...
Beijinho
De
ladybug a 1 de Novembro de 2007 às 00:10
Olá Luz,
Isso é mais do que um pensamento. Parece mais um desabafo a rasar o "grito do ipiranga"... Gostava de poder ajudar, se ao menos tivesse uma ideia do que se trata :)
Fico feliz por saber que o filhote está a gostar da escolinha nova. Beijinho para ambos,
Jo
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