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Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

O que acham?

Tem sido muito falado o projecto da Artemis na ajuda a mães que perderam os seus filhos durante ou no final da gravidez ou dias depois de terem nascido. Cada um tem a sua forma de ultrapassar as situações e de lidar com a dor, respeito todas as mulheres que precisam deste tipo de ajuda, embora não seja  ajuda que escolheria ou que escolhi (isso agora não importa para o caso), mas respeito sem dúvida.

 

Passando esta introdução, pergunto o que acham porque há um testemunho que me fez muita confusão. Uma mãe fez um IMG (Interrupção Médica da Gravidez) devido a má formações graves no feto que nunca permitiriam que ao nascer, caso nascesse, julgo que havia essa dúvida, ter uma vida dito normal pois tinha deficiência profunda, arrisco dizer que não passaria de um vegetal.

Este tipo de interrupção é com a devida autorização dos pais, está claro, e pode não ser feita caso os mesmos não concordem. neste caso foi feitas às 20 semanas de gestação.

 

Esta mãe (já com 2 filhos) diz até hoje que tem 3.

Ontem em conversa sobre o tema com 2 pessoas, um profissional de saúde e outro médico, Pediatra por acaso, ambos me diziam com o devido respeito pela Sra. que esta atitude era exagerada , chegando mesmo a dizer um deles que achava necessária ajuda Psiquiátrica .

 

Ora a minha questão é:

Será este sofrimento desmedido?

Exagerado?

Estarão eles devido à profissão a olhar para o feto como feto e não como ser vivo, filho de alguém?

 

Saliento que ambos são pais...

 

O que acham?

 

Não manifestei a minha opinião sobre o assunto mas ainda assim acho que disse tudo. Sou mãe e já passei por uma situação... talvez idêntica... ainda assim apenas digo ter um filho... acho que isto diz tudo...Ou estarei eu também a ser influenciada pelo que aprendi em Enfermagem, manifestando assim o distanciamento normal que esta aprendizagem acarreta ?

 

 

Por Luz às 11:24
Link do post
De NaRiZiNHo a 14 de Novembro de 2007 às 11:04
Ora cá estou eu :), encontrei-te ;)
Hmmm assunto sério este :)
Eu vi o programa em questão, acho que já deves saber disso, por acaso conheço a história da pessoa em questão :).
Não concordo com o comentário da(o) Tiz, mas respeito, cada um tem a sua opinião. É muito fácil dar palpites ou opinar quando não temos a mínima noção do que se passa, e sem dúvida que quando se passa pelas situações, é que nos apercebemos das figuras ridículas que muitas vezes fizemos no passado com os nosso palpites e opiniões de sabedoria, mas, a vida é assim mesmo.
Provavelmente teria tomado a mesma decisão que ela, não seria egoísta ao ponto de desejar tanto um filho e depois submete-lo à crueldade da sociedade. A sua decisão não significa que ele elimine essa fase da sua vida, às 20 semanas já se sente os movimentos da criança, e acredito que não seja fácil de repente ficar-se sem isso, da forma mais cruel.
Cada ser humano tem uma forma de lidar com as situações, não somos todos iguais, aliás é algo que tenho aprendido nos últimos anos e posso dizer que no meu caso, quando me perguntam se é a 1ª gravidez eu respondo que não, que é a 3ª.
Só desejo nunca passar por isso, e apesar do que já passei, agradeço que tenha sido no início e não às 20 semanas.
:-*
De Luz a 14 de Novembro de 2007 às 11:46
Olá NaRiZiNHo !
Eu li o teu blog de uma ponta à outra, sei do que me estás a falar.
Cada pessoa é um Mundo, cada uma reage à sua maneira, acho que nisto estamos todos de acordo. Quando referi profissionais de saúde, fi-lo de propósito , porque a minha maneira de ver as coisas também mudou. Acho que nos distanciamos um pouco dos sentimentos porque nos cansamos de ver situações destas.
Nunca falei disto aqui mas posso dizer-te que no meu caso aconteceu às 25 semanas, não havia má formação, mas a prematuridade falou mais alto.
Se me perguntarem quantos vezes engravidei respondo sem omissão, quantos filho tenho respondo que tenho 1 e não 2.
Acredito que para aquela mãe em causa a minha forma de ver as coisas está incorrecta, mas é a minha forma, como a dela é a dela e como eu disse no post tenho todo o respeito pela Sra. A minha dúvida e a dos ditos profissionais de saúde com quem eu falei por acaso sobre o assunto e que me são pessoas próximas (ambos pais como eu referi) era se é saudável agir assim, não só para connosco mas até para com nos rodeia, filhos, marido e restante família. Entendo que assim à primeira vista a opinião da Tiz choque, mas ela não é despropositada. Se formos analisar todos os casos (e se lidarmos com eles de perto diariamente ainda pior) verificamos que muitas mães começam a consumir-se a si e às suas famílias com a perpetuação da situação no tempo. Vivem a situação como se tivesse acontecido ontem, mesmo depois de já terem passado meses ou anos. Honestamente para os restantes filhos não me parece saudável . Muitas chegam mesmo a adoptar a atitude de que a Tiz fala, vitimização. A Tiz não fala estava a dar palpites NaRiZiNHo, não te ofendas com ela por favor, ela é apenas uma mulher e mãe com muita força, que acredita que para a frente é que está o caminho.

Se tiveres possibilidade e paciência responde-me a isto: "Ou estarei eu também a ser influenciada pelo que aprendi em Enfermagem, manifestando assim o distanciamento normal que esta aprendizagem acarreta? Seremos nós frios?"

Um beijinho muito grande e muita sorte, do fundo do meu coração.

Luz
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