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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Revolta

O assunto de ontem deixou-me a pensar, como não poderia deixar de ser.

 

Ainda esta semana, quando o meu marido e eu fomos buscar o nosso filho, reparamos num pai que levava os 2 filhos no banco de trás sem qualquer medida de retenção. Não haviam cadeiras e nem sequer se deu ao trabalho de lhes colocar cinto de segurança.

Chamei a atenção do meu marido, ao que ele encolheu os ombros e disse "são estes que quando os vejo no hospital a chorar, agarrados aos filhos, me apetece mandá-los pôr as lágrimas pelo c... acima". E continuamos a observar a descontracção enquanto esperávamos pelo nosso filho.

 

A minha revolta não é correcta, não é justa pois estamos a falar de crianças, mas desde ontem me pergunto porque normalmente só morrem os filhos de quem investe em medidas de segurança, de quem não conhece o conceito do é já ali e não dispensa a cadeira nem que vá apenas percorrer 100 metros, de quem sempre se preocupou com esse conceito de nome Segurança.

É injusto!!!!!!

Porque não são estas coisas, que em abono da verdade se estão nas tintas para a segurança dos filhos, que ficam sem eles?

A desculpa de que uma boa cadeira é cara (já ouvi esta desculpa) para mim não serve. Não têm dinheiro para cadeira e têm dinheiro para carros? Tenham dó!

 

Também me apercebi que a classe social não é por si só um factor chave para esta despreocupação. Já vi uma Enfermeira que mesmo depois de já ter visto ene crianças vítimas de acidentes de viação continua a deixar que os filhos andem sem qualquer medida de retenção. Ofendeu-se comigo no dia em que lhe disse que não gosta deles, não pode, para mais com o conhecimento que tem. A ofensa não é para mim razão para deixar de dizer o que penso quando estou completamente convicta. Ela terá de lidar com a ofensa...

 

Não é justo, repito, sei que não é, mas se me dessem a escolher que criança deveria ir eu seria obrigada a escolher a que não teve qualquer preocupação com a sua segurança.

Não é justo mas se eu tiver à minha frente duas crianças em PCR (paragem cardio-respiratória ) eu investiria primeiro na que teve os ditos cuidados, acho que o meu cérebro nem se lembraria de analisar probabilidades, qual delas teria mais probabilidade de sobreviver. Acho que é por estas e por outras que jamais poderei exercer. O bom é que tenho consciência disso!

Por Luz às 10:28
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De andie a 1 de Fevereiro de 2008 às 11:22
Ai, Luz, o que eu já vi a respeito desse assunto é de bradar aos céus! A última vez foi no hospital, uma mãe a sair de carro com o filho deficiente motor, e ainda por cima senta-o à frente com o cinto a passar-lhe na cara!
Também já vi espreguiçadeiras "entaladas" no banco de trás viradas para a frente(!) a fazer de cadeirinha, miúdos com 2,3 anos em pé, no banco de trás na AUTO-ESTRADA!!! É nessas alturas que me apetecia apontar a matrícula e mandar-lhes um multa para casa, a maior possível! Mas a polícia não faz nada...
E a mentalidade do português é se tiver que acontecer, acontece, não é isso que os vai salvar...esta frase ouvi da boca de uma colega da minha mãe, pessoa esta que perdeu um bebé de 6 meses(!) por falta de...adivinha? Cadeira de retenção!
E queria que o meu filho fosse no carro, sem cinto nem cadeira para ele!
Não tenho vindo comentar,pois tenho o meu sogro no hospital com uma pneumonia, e vou continuar com a tal na mão por mais 15 dias...quando me dói,não escrevo...
Jinhos!
A.
De andie a 1 de Fevereiro de 2008 às 11:24
TALA, queria dizer tala!
Ultimamente, erro muito,por falta de pontaria,a dita tala também quer escrever!
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