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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Vou voltar atrás...

Ao post "Abortar não mas matar sim!"

 

A Flordeliz disse isto:

"Talvez esta mãe tenha errado.
Talvez a opção correcta fosse a indicada pelos médicos.
Talvez eu tivesse a coragem de decidir se aconselhada e acompanhada por quem sabe mais do que eu?! Talvez...
Mas...Não terá direito esta mãe a não ter tido coragem e força para decidir?
Se há liberdade para fazer a IVG , não haverá liberdade para ela (mãe) decidir que não a quer fazer?
Seria só teimosia?
- A mente é muito complicada e muitas vezes pouco racional!
Se ela pudesse escolher de novo... Mas não pode! Quantas mães que abortaram no passado dizem:
- Se fosse hoje???
Mas...
Peço perdão por ter opinião mesmo que não ma tenha perguntado."

E quero explicar o que penso porque julgo que quem não está habituado, por vezes não distingue quando estou ou não a ironizar , o que é normal.

Ora então é assim:

Para mim esta mãe tem direito a tudo o que lhe apetecer e a minha crítica não vai para o acto em si mas sim para a incoerência do acto.

Ora vejamos esta mãe é completamente contra o aborto, mas não foi contra matar os filhos!

Esta mãe soube desde o início que os iria matar. Cada organismo é um organismo, cada útero é um útero, para a gravidez ir mais adiante ela tinha de ter ficado internada desde os primeiros meses coisa que recusou. Desde o início, pela a avaliação feita ao desenvolvimento fetal por ecografia, os médicos disseram que seria impossível sobreviverem todos.

Agora pergunto:

Depois de ter morto 6 bebés, sim porque ela não matou fetos, matou bebés, é importante ver a diferença, tem esta mãe direito a criticar quem faz uma IVG ?

Eu acho que não!! Mas critica!

É coerente? Matar 6 bebés e criticar quem faz uma IVG?

Por muito que eu não consiga pensar assim, eu seria capaz de entender que alguém dissesse "não critico quem faz uma IVG , mas eu quero mesmo tentar ter estes 6 bebés". Embora eu não consiga ter este tipo de pensamento, sou racional demais para isso, entendo quem o tenha e têm todo o meio apoio. Mas para eu entender são precisas duas coisas:

1º- Que depois as pessoas ajam em conformidade. No caso desta senhora porque não ficou internada desde o início da gravidez como os médicos lhe disseram que era necessário para aumentar a probabilidade de sobrevivência?

Se queria tanto as crianças porque não fez o que estava ao alcance dela para tentar que sobrevivessem? Porque sou aceitou ser internada quando viu a coisas a ficar complicada?

2º- Que depois não critiquem os outros. Ou seja se no fim as coisas não correrem bem, como foi o caso, tenham a capacidade de deixar de criticar quem faz uma IVG , porque quem faz não mata bebés. Se a IVG for feita assim que acontece a primeira falta, ainda nem feto existe, apenas um coágulo de sangue.

Quanto ao facto de mães que fazem IVG pensarem "Se fosse hoje"... Como já disse nos comentários, uma IVG não é uma coisa que se faça de animo leve ou porque não se tem mais nada para fazer nesse dia. Fazer uma IVG custa muito mas custa muito mais não ter o que dar de comer aos nossos filhos.

Posso dizer que 90% das mulheres que conheço já fizeram uma IVG , muitas delas em Espanha antes de ser legal em Portugal e agora, anos depois, não ouvi uma única dizer "Se fosse hoje". Das duas uma, ou eu conheço pessoas muito frias e desprovidas de sentimentos ou são pessoas que fizeram uma IVG porque estavam de facto certas e convictas do que estavam a fazer. Escolho a segunda opção porque não me dou com pessoas desprovidas de sentimentos.

Claro que essas mulheres podem dizer hoje, que se fosse agora com as condições que têm não faria uma IVG , mas não se arrependem de a ter feito pois continuam a ter perfeita consciência de que as condições não permitiam, e fizeram no ver delas o melhor. Se este tipo de escolha (fazer ou não uma IVG ) for feita conscientemente e com os pés bem assentes na terra, não há lugar a arrependimentos. E sim, sei do que estou a falar!

Podem dizer-me que a escolha daquela senhora também foi uma escolha consciente porque ela diz que hoje faria o mesmo, mas então, repito, se não quer ser criticada não pode criticar quem faz uma IVG ou uma ISG e deveria ter zelado pelo bom desenvolvimento fetal e embora não fizesse a ISG ficava, como os médicos lhe disseram mas ela recusou, internada desde o início.

Por Luz às 08:10
Link do post
De Dual a 26 de Fevereiro de 2008 às 11:05
Não deixas de ter a tua razão mas esta forma de ver este caso é válida no cenário em que vivemos. Atenção que não estou a defender a senhora mas, dado que é oriunda de um dos locais mais pobres e miseráveis que já vi (estreito da Câmara de Lobos), onde o medo da ira de Deus é bem real, onde os preconceitos e a ignorância dominam, onde a pobreza é extrema, até consigo compreender porque tomou aquela decisão.

A racionalidade impele-nos a pensar que teriamos feito de forma diferente mas a emotividade é algo muito complexo... será que seriamos capazes de lidar melhor com o facto de termos escolhido quais os filhos que teriam direito à vida e quais não teriam? Não sei... só sei que é muito fácil estarmos aqui a dar opiniões, ter de decidir é que é difícil.
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