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Domingo, 4 de Fevereiro de 2007

IVG - Muitos nãos por um SIM

Confesso que este assunto me andar a revoltar porque não tinha consciência de uma hipocrisia tão próxima de mim.

Nunca pensei ouvir de certas pessoa "coitadinha da criança, não terá ela direito à vida?", mas ouvi e custou-me muito, não por ouvir mas por não esperar ouvir DAQUELA pessoa. 

Apesar disto descobri que muitos que defendem o não, são da mais perfeita ignorância relativamente ao assunto.  Dizem não porque lá na sua santa ignorância aquilo que está dentro da barriga é uma fabulosa vida em crescimento.  Tudo bem até pode ser uma vida, mas será fabulosa?  Será sempre fabulosa?

Questiono-me como pode alguém que nem sequer sabe como funciona a pílula ou o D.I.U , como método contraceptivo, como de facto actuam no corpo da mulher, possa votar.

Como é que alguém que nem sabe que a fecundação não é impedida, o que se impede é o alojamento do óvulo fecundado no útero, pode ter opinião.  Estão a entender???  Como se pode formar opinião acerca de algo que se desconhece??

Pois... mas pelos vistos é o que mais há...

Outro fenómeno para mim é a pergunta... pessoas que considerava inteligentes dizem eu sou contra o aborto.  Excelente, acho que todos somos, na medida em que não se faz por prazer, não me ocorre que alguém diga "ora amanhã tenho a agenda pouco preenchida vou fazer um aborto", ninguém faz isso certo?

A pergunta é outra:

"Concorda com a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, se realizada em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"

Então qual é a dúvida?  Alguém está a perguntar se são a favor do aborto?

Sou uma radical pelo SIM, e só passo a admitir que certas pessoas me venhas com moralidades quando tiverem moral para o fazer, quando prenderem as suas mulheres porque todos os meses não permitem que um óvulo fecundado continue o seu processo.

Eu sou pelo não à penalização da mulher

Eu sou pelo não de uma das principais causas de morte materna em Portugal, o aborto clandestino

Eu sou pelo não sofrimento da mulher, que muitas vezes nem anestesia leva, sentindo dores terríveis durante o aborto

Eu sou pelo não à hipocrisia

Eu sou pelo não ao abandono

Eu sou pelo não ao sofrimentos da crianças que não sabe o que é ter amor de pais porque não foram desejados

Eu sou pelo não continuar a ser apenas 1 de 4 países europeus, e apenas 4, a penalizar a mulher que faz uma IVG

EU SOU PELO SIM

 

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Por Luz às 14:28
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5 comentários:
De tito a 10 de Fevereiro de 2007 às 14:01
Como não sei o teu nome vou tratar-te por Luz, ok?!
Em primeiro lugar quero agardecer-te pela forma educada e cordial como respondeste ao meu comentário. Acredita que não estava à espera. No entanto Luz, continuo a achar que há equívocos na tua argumentação. Uma menina de 14 anos que engravide jamais tomará a decisão de abortar sózinha. Nessas idades há sempre um palhaço por trás a querer fugir das suas responsabilidades que irá fazer de tudo para que a menina não tenha esse filho. O estilo de vida sofrido não pode justificar a eliminação. Por favor reconsidera essa tua visão. Ser deficiente, pobre ou mal-tratado não pode justificar a inexistência. Isso foi o que Hitler tentou fazer amiga. Ê eu concordo ctg que a vida para alguns parece uma cruz e que a morte seria uma dádiva, mas o problema não está na sua existência e sim naquilo que a sociedade já não produz em termos de valores e principios. Tens consciência que mais de 80% dos abortos clandestinos são realizados por mulheres com posses financeiras e por razões de pura conveniência? É uma fraude esta ideia que o "Não" tenta passar que as mulheres pobres e oprimidas e que sofrem com esta situação. As mulheres pobres assumem a gravidez e levam-na até ao fim.
O que esta sociedade necessita é de eliminar este conceito de despenalização quando se comete um crime. Repara que se pretende o mesmo em relação às drogas e até jáhámovimentos no norte da europa a pretender o mesmo em relação à pedofilia. Para onde caminhamos então? Porque omal acontece de igual modo então deixamos de responsabilizar as pessoas pelos seus actos?
Lamento muito pelas mulheres que sofreram e morreram por abortos mal feitos. Mas a resposta que te dou é nua e crua: "NÃO FIZESSEM O ABORTO".
Resposta cruel esta, não?
Luz. Estamos a falar de matar uma criança porque apenas não tem ainda a idade que consideramos aceitavel para viver.
De Luz a 10 de Fevereiro de 2007 às 21:09
Não é para agradecer... eu sou educada :-) e todos temos direito à nossa opinião, eu respeito a tua, só não respeito, e vou repetir-me, a de quem não tem moralidade para falar... estou sempre a repetir-me porque me chocou muito pessoas que quiseram fazer uma IVG e agora falam dos outros... enfim... desculpa, desabafos.

É bem verdade que há quem tente fugir à responsabilidade; é verdade que a maioria das mulheres que abortam pertencem à alta sociedade mas acho que essas por norma não abortam cá, vão a Espanha, Inglaterra, etc; é verdade que a nossa sociedade no que diz respeito a valores e princípios é um zero... é tudo verdade, mas custa-me muito Tito...
Sabes como eu votaria NÂO? Se apoiassem quem mesmo tendo todo o cuidado engravida, acontece; apoiassem quem passa fome, frio, etc; apoiassem as mãos coragem que mesmo sabendo que vão ter um filho com deficiência não desistem e levam a gravidez até ao fim (e neste caso o aborto é legal)... mas neste país não há nada... ou melhor há, há carros topo de gama, há grandes salários, empregos para os filhos, primos, tios...
Há dias no telejornal ouvi o seguinte "eu fui ao centro de saúde pedir ajuda porque não tenho mão na minha filha e gostava que pelo menos ela tivesse uma consulta de planeamento familiar, mas lá disseram-me que não podia ser porque ela é muito nova (15 anos), resultado agora tem uma menina"
O que é isto? Está tudo doido?

Aiiiiii... não sei Tito...
Eu sempre defendi o sim, embora acredite que não ganhe, mas uma coisa tu conseguiste, pôr-me a pensar no assunto de uma forma que nunca ninguém conseguiu... obrigada!

Fica bem

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